El grupo IAG manteve trajetória de crescimento em meio a um cenário complexo para o transporte aéreo. Mesmo com tensões geopolíticas, restrições de espaço aéreo e atraso na entrega de aeronaves, o CEO Luis Gallego destacou a resiliência do conglomerado e a capacidade de remunerar investidores. O desempenho de Iberia e British Airways colaborou para margens satisfatórias em 2025.
A assembleia aprovou dividendos, totalizando 448 milhões de euros para 2025, com 228 milhões de euros como complemento. O pacote de retorno já incluiu adiantamento de 500 milhões de euros de um programa de 1,5 bilhão de euros, iniciado em fevereiro. O grupo ressaltou que as devoluções de excesso de caixa somam 2,85 bilhões nos últimos três anos.
O resultado líquido de 2025 subiu 23%, para 3,342 bilhões de euros, com lucro operacional antes de itens excepcionais de 5,024 bilhões, 13,1% acima de 2024. Gallego destacou a contínua estratégia de crescimento orgânico e a disposição de manter compras de ações quando o preço for atrativo, sem descartar ajustes estruturais para melhorar a eficiência.
Desafios e custos de combustível
As premissas de custos permaneceram pressionadas pelo aumento do combustível, reflexo do conflito no Oriente Médio. O grupo informou que o combustível representa cerca de um quarto de custos, o que impõe um desafio significativo para a rentabilidade. Mesmo assim, a empresa reforçou posição de equilíbrio financeiro, com balanço robusto e baixo endividamento.
Para 2026, a direção apontou oportunidades para simplificar processos, elevar a produtividade e melhorar a execução, sem detalhar medidas específicas. A gestão manteve a perspectiva de crescimento orgânico e ressaltou a necessidade de manter a conectividade e competitividade na UE frente a novas regras regulatórias.
Regulação e infraestrutura
A gestão pediu alinhamento entre regras europeias e os desafios do setor, defendendo uma transição para reduzir emissões sem sacrificar conectividade. A companhia reiterou apoio a investimentos em infraestruturas de aeroportos em Londres, Madrid e Barcelona, desde que o crescimento seja competitivo em custos e padrões de serviço.
No âmbito regulatório, a IAG acompanha propostas para o novo ciclo de tarifas aeroportuárias e a regulação de combustíveis de aviação sustentável (SAF). A empresa enfatizou a importância de metas de SAF, mas pediu prazos e regras práticas para que a descarbonização não comprometa a competitividade. Além disso, segue atenta a decisões sobre o Regulamento Aeroportuário na Espanha.
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