O Parlamento de Cuba aprovou um pacote amplo de reformas na economia, considerado pela oposição ao regime como a maior abertura desde a Revolução. A medida permite a entrada de capital privado e estrangeiro em setores estratégicos, com vigência prevista ainda não publicada.
Entre as mudanças, destaca-se a abertura de investimentos nos setores de turismo, agricultura, imobiliário, bancário e cambial. Bancos estrangeiros poderão atuar no país, ampliando a oferta de serviços financeiros. O governo também autoriza o capital de empresas estatais e a venda de propriedades, inclusive a cubanos residentes no exterior.
O texto recebeu aprovação unânime no Parlamento, em meio a uma economia debilitada e a tensões com os Estados Unidos. A novidade amplia a presença do setor privado, com permissão para que empreendedores tenham mais de uma empresa e contratem mais de 100 funcionários, situações antes restritas.
Essa reforma ocorre em um contexto histórico de controle estatal sobre a economia, iniciado na década de 1960 com a nacionalização de empresas privadas e estrangeiras. Em 2021, o governo autorizou o funcionamento de pequenas empresas com até 100 funcionários, numa tentativa de conter a crise.
Na conjuntura internacional, o pacote chega em meio a dificuldades econômicas e a cortes no petróleo por parte dos EUA desde o início de 2026, que resultaram em apagões no país. Analistas avaliam que a abertura econômica pode influenciar a relação entre Havana e Washington, sem antecipar desfechos.
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