O gasto público primário real no Brasil tende a crescer a ritmo de 6% ao ano quando o governo é liderado por Lula, aponta análise publicada pela Folha de S. Paulo. O sinal vermelho aparece na hipótese de manutenção desse impulso, que supera a expansão da economia e não se sustenta a longo prazo.
A avaliação lembra que há urgência social acentuada, com a necessidade de reajustes reais do salário mínimo e de pisos constitucionais em saúde e educação. No entanto, o resultado é crescimento mais rápido das despesas do que do produto, o que, segundo a leitura, tende a exigir correções futuras.
O gráfico utilizado na matéria compara o gasto público real acumulado em 12 meses desde o início de cada governo, normalizando os dados para leitura comparativa. O estudo cita o período de Lula 1, Dilma 1 e a evolução até o presente, destacando o papel das políticas de crédito e da conjuntura externa.
Contexto e fontes
O quadro foi elaborado por Fábio Serrano, analista de política fiscal do BTG, a partir de um gráfico do relatório do economista-chefe da Tullett Prebon, Fernando Montero. A equipe ressalta que, sob Lula, o gasto tende a crescer mais rapidamente do que em outros mandatos, com exceção do início do primeiro governo, quando Palocci era ministro.
A reportagem indica que, durante o segundo mandato de Dilma, o ciclo de commodities ajudou a manter uma política econômica aparentemente insustentável por mais tempo, até que a desaceleração global evidenciou a fragilidade do modelo.
Caso Lula seja reeleito, a leitura apresentada sugere que será necessário governar sem aceitar variação do gasto público real em torno de 6% ao ano. A análise declara que esse ritmo de expansão pode pressionar a base material da economia, afetando inflação e juros.
Entre na conversa da comunidade