Em janeiro, a assinatura do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul ocorreu em Assunção, com Ursula von der Leyen e Santiago Peña à frente. No entanto, protestos de produtores agropecuários já sinalizavam dificuldades para a implementação, principalmente no setor de carnes.
Em maio, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal. Em junho, o bloco confirmou o veto, que pode entrar em vigor em 3 de setembro caso não haja revertida. A China é hoje destino central das carnes brasileiras.
O Brasil exportou, no ano passado, cerca de R$ 1,8 bilhão em carnes para a UE. A justificativa europeia é a suspeita de uso de antimicrobianos em animais, prática que, segundo a UE, pode gerar bactérias resistentes e impactar a saúde humana.
Dificuldades administrativas e perspectivas
Entidades do setor criticaram a lentidão brasileira na prestação de informações solicitadas pela UE. Regulamentos de 2019 são citados como base do embargo, o que, segundo produtores, já era conhecido há tempo.
Reação política e cenário internacional
Analistas apontam que, mesmo com governo pró-produtor, a UE tende a buscar argumentos sanitários para dificultar exportações. Caso o veto se consolide, o Brasil pode manter negociações com o Mercosul, mas o cenário permanece complicado para o comércio externo.
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