O financiamento climático global passou de US$ 2 trilhões pela primeira vez em 2024, segundo a Iniciativa de Política Climática (CPI). O valor deve subir para US$ 2,1 trilhões em 2025, mas permanece abaixo do necessário para enfrentar as necessidades dos países menos desenvolvidos.
O estudo aponta desaceleração nos investimentos verdes. Após alta de 30% em 2021, a projeção é de um aumento de apenas 2% em 2025. A CPI afirma que custos tecnológicos menores e maturidade dos mercados ajudam, mas não substituem o impulso de dois dígitos.
A mitigação recebeu US$ 1,9 trilhão em 2024, com a maior fatia indo para energia. Transportes ficou em segundo, e edificações e infraestrutura somaram US$ 359 bilhões. Agriculturas, florestas e uso da terra somaram apenas US$ 8 bilhões, insuficiente para a meta anual 2025-2030.
Origem e destino do financiamento
A maior parte do dinheiro veio do setor privado, com US$ 1,2 trilhão em 2024. O setor público somou US$ 763 bilhões, dos quais apenas US$ 198 bilhões foram aplicados em outros países, queda de 6% frente a 2023.
A CPI observa que a divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento não atende às metas pactuadas. Em 2024, economias avançadas responderam por 40,9% dos recursos, a China por 36,7%, e apenas 1,7% para os países menos desenvolvidos.
Perspectivas e desafios
A adaptação recebeu US$ 64 bilhões em 2024, apenas 3% do total. A CPI alerta que esse patamar precisa crescer para enfrentar impactos já inevitáveis de um planeta mais quente.
Para mitigar efeitos até o fim desta década, a CPI projeta média anual de US$ 7,8 trilhões em mitigação e até US$ 9 trilhões na faixa 2031-2035. O relatório cita restrições orçamentárias, taxas de juros elevadas e recuo de fluxos públicos como entraves.
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