O Banco Central não sinalizou a continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic. A ata da 279ª reunião do Copom aponta que o aumento da incerteza exige serenidade e cautela na condução da política monetária, com a necessidade de observar a evolução dos preços da economia.
O Copom afirma que o desenho dos próximos passos do ciclo de calibração será ajustado conforme o cenário se desenvolva, buscando a convergência da inflação à meta. O texto também ressalta riscos de alta para preços e a necessidade de monitorar impactos globais.
A ata destaca que as decisões futuras dependerão das expectativas para 2028, com atenção voltada para a inflação projetada para o primeiro trimestre daquele ano, no novo horizonte relevante para o IPCA.
O comitê reconhece um distanciamento entre as expectativas de inflação e a meta, além de apontar falta de clareza sobre as trajetórias apresentadas pelo mercado financeiro. Ainda assim, reitera cautela na condução monetária frente a incertezas regionais.
Mercado financeiro aponta fim antecipado do ciclo de cortes. Pesquisas indicam que o alvo é encerrar os cortes com uma última redução de 0,25 p.p., para 14% ao ano, na reunião de agosto. Em janeiro, estimativas apontavam 12,25% para o fim de 2026.
Entre os fundamentos da política, o Selic continua a principal ferramenta para controlar a inflação. O objetivo é tornar o crédito mais caro, reduzindo a demanda por bens e serviços e freando a elevação do IPCA, índice de referência da inflação no Brasil.
Perspectivas para 2028 e impacto de cenários
O Copom afirma que a calibração da Selic pode incorporar novas informações para esclarecer a profundidade de conflitos geopolíticos e seus efeitos sobre os preços ao longo do tempo.
A ata também aponta que a trajetória da inflação poderá depender de fatores externos, como comorbidades econômicas internacionais, além de controles de juros, crédito e demanda doméstica.
Entre na conversa da comunidade