Investidores de infraestrutura na Colômbia mantêm apetite por expansão, mesmo diante do ano eleitoral. Segundo o Termômetro do GRI Institute, mais de 70% dos entrevistados sinalizaram planos de ampliar negócios no país, sem indicar intenção de reduzir operações.
O estudo ouviu 45 líderes com poder decisório em investimentos, desenvolvimento, financiamento e atuação pública. As respostas foram coletadas em abril, durante encontro do setor em Medellín, e consideram o mercado de Antioquia como referência.
Cerca de um terço dos participantes está em compasso de espera, monitorando o cenário antes de novas decisões. O grupo permanece com capital disponível, investindo de forma cautelosa até clarear o rumo político.
A Colômbia realizou as eleições para presidente e Congresso. Abelardo De la Espriella, candidato de direita, foi declarado vencedor pela contagem preliminar, com apoio de segmentos do mercado. A pesquisa, porém, ocorreu antes do resultado.
Para os investidores, as principais preocupações são o risco político-eleitoral e a continuidade de políticas públicas. Segurança jurídica, eficiência regulatória e licenciamento ambiental aparecem entre temas prioritários, seguidos pela capacidade de investimento público.
Setores com maior potencial de atrair capital incluem ferrovias, rodovias, logística, mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia. A depender da oferta, a demanda por energia tende a ganhar importância diante da dependência de hidrelétricas.
O GRI Institute afirma que a guinada à direita pode atuar como catalisador, caso seja percebida como favorável ao ambiente de negócios. A transformação de intenções em investimentos depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre governos.
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