A EasyJet abriu conversas formais com a Castlelake, mesmo após rejeitar uma nova proposta de aquisição de 4,9 bilhões de libras. A aérea britânica disse que pode revisar informações limitadas para avaliar uma oferta mais alinhada ao valor da empresa.
A proposta mais recente elevou o preço a 650 pence por ação, mas a EasyJet afirmou que continua subvalorizada e questionou a viabilidade da operação. A preservação do licenciamento na UE também foi mencionada como entrave.
A Castlelake tem prazo até 17h de 5 de julho para melhorar a oferta ou encerrar as negociações. A ação da empresa chegou a subir na manhã de quinta, em meio ao movimento de mercado.
Avanço nas negociações
A Castlelake integra Brookfield Asset Management ao consórcio, junto a dois executivos irlandeses. A estrutura previa 49% da vehicle de bidding para Castlelake e co-investidores, com 51% de Bellew e Breen.
Bellew atuou como CEO da Malaysia Airlines e ocupou cargos na easyJet, Ryanair e Riyadh Air, além de liderar a Dooks Capital, focada em AI na aviação. Breen é CEO da Oneiros Aerospace, com passagens por Oman Air.
Contexto regulatório e cenário
A participação obrigatória de EU para operação de voos na UE impõe controle majoritariamente europeu. A Castlelake já detém participação pequena na easyJet, reforçando o interesse estratégico no controle da empresa.
Analistas apontam que o silêncio dos ativos da Castlelake e o tempo de auditoria podem influenciar a oferta. O mercado aguarda novos sinais sobre um possível acordo com condições mais atrativas.
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