O PIB dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme a terceira e última estimativa do Departamento de Comércio. O resultado supera a leitura anterior de 1,6% e fica acima do crescimento de 0,5% do quarto trimestre de 2025.
Na comparação trimestral, a economia avançou 0,5% entre janeiro e março. O BEA aponta que a revisão decorreu principalmente da redução das importações, compensada pela revisão para baixo dos gastos dos consumidores.
O crescimento foi impulsionado por investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias. Entre os setores, destaque para indústria de informação, governo federal, serviços profissionais e técnicos e bens duráveis. Comércio varejista, atacado e setores financeiro e de seguros frearam parte da expansão.
O indicador de demanda doméstica, as vendas finais reais para compradores privados, subiu 1,7% no trimestre, mas foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior. Esse ajuste indica ritmo menor da demanda interna do que o inicialmente calculado.
Pelo lado dos preços, o índice de preços das compras domésticas ficou em 3,6% no trimestre. O PCE, principal métrica de inflação acompanhada pelo Fed, foi revisado de 4,5% para 4,6%. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, permaneceu em 4,4%.
A divulgação ocorreu um dia após o secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarar que a economia pode crescer 3% até o fim deste ano. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que a atividade permanece sólida e repetiu a tese de crescimento de 3%, com redução do déficit público para 3% do PIB e aumento da produção doméstica de petróleo.
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