O BIS, órgão que reúne bancos centrais, afirma que a dívida elevada, a inflação persistente e as incertezas sobre a Inteligência Artificial aumentam o risco econômico global. O relatório econômico anual foi divulgado neste domingo.
Segundo o BIS, a combinação de fragilidades financeiras e o crescimento sustentado da IA exige políticas mais rigorosas para manter a estabilidade. Há a necessidade de bases fiscais e financeiras sólidas para evitar que políticas se neutralizem entre si.
A instituição aponta que a inflação voltou a subir e que interrupções frequentes na cadeia de suprimentos podem elevar as expectativas inflacionárias de famílias e empresas. A prontidão para agir é destacada como essencial caso haja âncoras nas expectativas.
Desafios da IA impulsionam incertezas
O BIS alerta que os investimentos ligados à IA trazem incertezas sobre a sustentabilidade do crescimento. Embora a IA tenha fortalecido a confiança e a produtividade, há receio sobre empregos, gargalos de suprimentos e possíveis ciclos de sobreinvestimento.
A valorização elevada de ativos e sinais de complacência em mercados de títulos tornam-se mais frágeis. O financiamento da IA tende a depender de dívidas e estruturas complexas na cadeia de suprimentos, conforme o relatório.
A dívida pública em níveis recorde preocupa o BIS. Mercados de dívida soberana ficam cada vez mais dominados por fundos de hedge alavancados, criando um nexo entre estabilidade fiscal e financeira com riscos crescentes.
Conselhos aos formuladores de políticas
O BIS recomenda que as autoridades foquem na estabilidade de preços, assegurem a sustentabilidade fiscal e fortaleçam a supervisão fora do setor bancário. A coordenação entre políticas é vista como essencial para evitar costuras fracas.
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