As sanções impostas pelos Estados Unidos atingem empresas brasileiras por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A Victory Trading foi incluída pelo Departamento do Tesouro, com alegação de ligação a uma rede investigada pela CPMI do INSS, em São Paulo e na Flórida.
A Victory Trading recebeu mais de R$ 514 milhões da Wave Intermediações, segundo apuração. A CPMI do INSS aponta a Wave como peça central da chamada rede Arpar, grupo de cerca de 40 empresas suspeitas de ocultar recursos desviados de aposentados e pensionistas.
Segundo o governo americano, o esquema operava entre São Paulo e a Flórida. O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, dono da Victory Trading, seria o elo entre o PCC e trafegantes internacionais. Ele é suspeito de lavar mais de US$ 30 milhões por meio de criptomoedas.
O que significam as sanções
As medidas bloqueiam a participação de envolvidos no sistema financeiro dos EUA e congelam ativos no país. Trata-se da primeira aplicação desse tipo contra o PCC, desde a classificação da facção como organização terrorista.
Outros atingidos e conexões
Além da Victory Trading, foram sancionadas a Wave Intermediações, a Pixwave Soluções de Pagamentos, a Wave Construções Inteligentes e a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Também entrou a empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.
Ligações com investigações brasileiras
A Victory Trading e a Wave Intermediações aparecem em apurações sobre supostos desvios no patrocínio entre VaideBet e o Corinthians. Delator do PCC assassinado em 2024 também havia citado o grupo, ampliando a hipótese de atuação multifacetada.
Conteúdo com informações apuradas pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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