A conjuntura econômica de 2026 passou por revisão, com ritmo mais fraco da atividade, mas crescimento ainda positivo. O cenário é influenciado pela guerra no Oriente Médio e pela atuação do governo federal em programas sociais e crédito ao consumo, em ano eleitoral.
O Banco Central e analistas revisaram as projeções ao longo do ano. O PIB, que antes seria 1,8%, passou a estimar 2% de alta, ainda que o governo mantenha a expectativa em 2,3%. A inflação também subiu, chegando a quase 5,5%.
O ciclo de queda da Selic, iniciado em março, foi ajustado. O Focus de 2026 aponta fim do ano com a taxa em 14%, ante 14,25% hoje, sinalizando redução menor do que a originalmente prevista. A desaceleração da atividade aparece mais evidente em 2027, após um 2026 com estímulos temporários.
Projeções e impactos
Após avanço de 1,1% no 1º trimestre, as projeções para os próximos trimestres indicam ritmo abaixo de 0,5% ao longo de 2026. Em 2027, a expansão deve ficar pouco acima de 1,5%, caso permaneçam as condições atuais. A dissipação dos estímulos e o aperto financeiro são apontados como fatores centrais.
A revisão também suscitou leitura sobre horizonte fiscal e crédito. Analistas destacam que o apoio de programas sociais e linhas de crédito incrementadas em 2026 tende a perder efeito no pós-eleição, com efeitos limitados sobre investimento privado em cenário de endividamento elevado.
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