O Ministério da Fazenda informou nesta sexta-feira, 3, em Brasília, que o Plano de Transformação Ecológica (PTE) mobilizou 140 bilhões de reais pelo Eco Invest Brasil, captou US$ 5,5 bilhões em títulos soberanos sustentáveis e ampliou o Fundo Clima para 27,5 bilhões de reais, 316 vezes o patamar de 2020. O objetivo é ampliar o financiamento sustentável, atrair capital privado e dar previsibilidade a setores estratégicos da transformação ecológica.
Lançado em dezembro de 2023, o PTE é coordenado pela Fazenda. O programa reúne instrumentos financeiros, mecanismos de mercado e marcos regulatórios para ampliar o financiamento verde, ampliar investimentos privados e sustentar setores-chave da transição climática brasileira.
Entre os números do balanço parcial, constam emissões sustentáveis de US$ 2 bilhões em 2023, outros US$ 2 bilhões em 2024 e US$ 1,5 bilhão em 2025. O Fundo Clima deve operar com R$ 27,5 bilhões em 2026, índice muito superior ao registrado em 2020.
Marcos regulatórios e instrumentos
O Ministério aponta que marcos regulatórios recentes contribuíram para o avanço do PTE. A Taxonomia Sustentável classifica atividades e projetos com critérios ambientais e sociais. O SBCE, mercado regulado de carbono, integra o PTE com implementação em etapas entre 2027 e 2031.
Hidrogênio, minerais estratégicos e investimentos
O Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão prevê R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais entre 2028 e 2032, com decreto esperado em breve. O marco dos Combustíveis do Futuro projeta até R$ 260 bilhões em investimentos e a redução de cerca de 705 milhões de toneladas de CO2 até 2037.
No que se refere a minerais estratégicos, o governo estima mobilizar R$ 6 bilhões via BNDES e Finep para processamento nacional, com 124 propostas recebidas e R$ 85,2 bilhões em investimento potencial.
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