O Ibovespa terminou o primeiro semestre com alta de 6,77% no acumulado de 2026, mas demonstra dificuldades para retomar fôlego no segundo semestre. O desempenho ocorreu mesmo com o índice tendo passado dos 198 mil pontos em abril.
A bolsa chegou a imprimir ganhos expressivos no início do ano, sustentada por fluxos estrangeiros e valorização de mercados emergentes. Entre janeiro e março, houve memória de entrada líquida recorde de R$ 26,31 bilhões na B3, segundo dados oficiais.
Desde então, os recursos externos recuaram de forma constante, com maio registrando a maior saída de recursos da bolsa desde 2022. A incerteza fiscal e eleitoral é apontada como um dos principais motores dessa mudança de trajetória.
Perspectivas
O mercado vê menor impulso para retomar o rali no segundo semestre. A redução de investimentos por estrangeiros é citada como fator determinante, diante de cenário externo incerto e da ausência de gatilhos domésticos claros.
Especialistas ressaltam que o principal condicionante para a renda variável é a política monetária. Um recuo das taxas de juros pode estimular o apetite a risco, mas o cenário de juros elevados persiste no curto prazo.
Cenário externo e câmbio
Além das políticas internas, o dólar oscilou, com abertura de R$ 5,48 e momentos abaixo de R$ 5 entre abril e maio, porém o câmbio voltou a subir com o tempo. Esse movimento influencia o humor de investidores.
Para o analista, embora haja incerteza política e fiscal, existem fundamentos que podem favorecer o Brasil até o fim do ano, como valuation ainda atrativo e condições de câmbio que favorecem entradas externas em determinados cenários.
Notas finais
O Ibovespa encerrou junho em queda de 1,01% e continua dependente de fatores domésticos e globais. O espaço para recuperação dependerá de avanços fiscais, direção de juros e qualidade das atenções aos ventos internacionais.
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