O Spotify projetou nesta terça-feira (4) um lucro operacional para o terceiro trimestre abaixo das expectativas de Wall Street, em meio à desaceleração do crescimento de usuários em mercados importantes da Europa e da América do Norte. Outro ponto importante que ajuda a justificar a possível perda de lucro são as mudanças em mercados emergentes, […]
O Spotify projetou nesta terça-feira (4) um lucro operacional para o terceiro trimestre abaixo das expectativas de Wall Street, em meio à desaceleração do crescimento de usuários em mercados importantes da Europa e da América do Norte.
Outro ponto importante que ajuda a justificar a possível perda de lucro são as mudanças em mercados emergentes, especialmente Índia e Indonésia, por conta de fatores como alterações no cadastro, fim do suporte a aparelhos Android mais antigos e novas limitações no plano gratuito.
A plataforma sueca de streaming lançou recursos de inteligência artificial, como o “Personal Podcasts”, e novas ofertas, como o “Reserved”, para atrair mais usuários e enfrentar a concorrência de rivais como YouTube e Netflix, além de startups de música baseadas em IA, como Udio e Suno.
O Spotify informou que espera um lucro operacional de € 670 milhões no terceiro trimestre, abaixo da estimativa média de € 677,8 milhões a partir de projeções de analistas compiladas pela Visible Alpha.
No segundo trimestre, o lucro operacional foi de € 655 milhões, superando a expectativa de € 639,2 milhões, uma alta de aproximadamente 2,3%, em um resultado impulsionado pelo forte crescimento da receita e pela redução dos encargos sobre a folha de pagamento.
Esses encargos, conhecidos como contribuições sociais, estão vinculados ao valor das ações da empresa. Os papéis do Spotify acumulam queda de cerca de 16% no ano.
A receita trimestral cresceu 14%, para € 4,78 bilhões, ficando ligeiramente abaixo da previsão de € 4,80 bilhões compilada pela LSEG. Já a projeção de receita para o terceiro trimestre, de € 5 bilhões, ficou ligeiramente acima da estimativa de € 4,93 bilhões.
A previsão de 788 milhões de usuários ativos mensais também ficou abaixo da expectativa de 793,6 milhões apontada pela Visible Alpha. Por outro lado, a projeção de aumento de 5 milhões de assinantes premium, para um total de 305 milhões, ficou praticamente em linha com as estimativas do mercado.
Os gastos adicionais com marketing e desenvolvimento de inteligência artificial acrescentaram aproximadamente € 200 milhões às despesas operacionais de 2026. No segundo trimestre, os custos operacionais chegaram a € 941 milhões, 3% acima do registrado um ano antes, pressionados por investimentos temporários em marketing, computação em nuvem e IA.
Mesmo com a cautela para o terceiro trimestre, o Spotify encerrou junho com 300 milhões de assinantes premium, alta de 9% em um ano, e 777 milhões de usuários ativos mensais, aumento de 12%.
Comparativo com outras empresas do ramo musical
A Tencent Music cresceu menos em receita do que o Spotify, 7,3% no 1º trimestre em comparação à alta de 14% da empresa sueca, mas apresentou uma margem bruta de 44,9% no primeiro trimestre, acima dos 33,4% da plataforma sueca.
Porém, a companhia chinesa reúne assinaturas, publicidade, shows, produtos relacionados a artistas e outras atividades nesta receita.
Já a Deezer encerrou o primeiro semestre com 8,9 milhões de assinantes, com uma queda de 3,5% em um ano. Por outro lado, sua base de assinantes contratados diretamente cresceu 8,7%, e a companhia passou de prejuízo de € 7,6 milhões para lucro líquido de € 6,7 milhões.
O YouTube informou em março de 2025 que o YouTube Music e Premium haviam ultrapassado 125 milhões de assinantes. O número, porém, inclui usuários em período gratuito e membros adicionais de planos familiares, o que impede uma comparação direta com os 300 milhões de assinantes premium informados pelo Spotify.
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