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<li class=”font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2″>Copom corta a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, menor patamar de 2026</li>
<li class=”font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2″>Foi o quarto corte seguido, após reduções em março, abril, junho e agosto</li>
<li class=”font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2″>Cenário externo segue incerto, com conflitos no Oriente Médio e dúvidas sobre juros em economias avançadas</li>
<li class=”font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2″>Atividade econômica doméstica mostra moderação gradual, com mercado de trabalho ainda aquecido</li>
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O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (5) cortar a Taxa Selic para 14% ao ano. O novo patamar representa uma redução de 0,25 ponto percentual em relação aos 14,25% praticados anteriormente.
O patamar de 14% é o menor de 2026, resultado de quatro reduções seguidas de 0,25 ponto percentual, aplicadas nas reuniões de março, abril, junho e agosto.
Cenário externo e doméstico
O comunicado do Banco Central aponta que o ambiente externo segue incerto, em razão dos conflitos armados no Oriente Médio e das dúvidas sobre a política monetária em economias avançadas. Segundo o Copom, o cenário exige cautela por parte de países emergentes diante da maior volatilidade nos preços de ativos e commodities.
No âmbito interno, o comitê observa uma moderação gradual da atividade econômica, ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores e mercado de trabalho aquecido.
Inflação
O comunicado do Copom aponta que a inflação cheia, que soma a variação de preços de toda a cesta de consumo, desacelerou, mas segue acima do limite da meta. Já as medidas subjacentes, que excluem itens mais voláteis para captar a tendência mais persistente dos preços, já estão abaixo desse teto.
As expectativas de inflação para 2026 e 2027, segundo a pesquisa Focus, permanecem acima da meta, em 5% e 4,2%. A projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028 está em 3,2%.
O Copom avalia que os riscos para a inflação seguem mais elevados que o usual, com predominância de risco de alta, entre eles possíveis choques no preço do petróleo e câmbio mais depreciado. O comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração da Selic ainda será definida a partir de novas informações.
O que é a Selic
A Taxa Selic é usada como referência nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de parâmetro para as demais taxas de juros da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.
Quando o Copom eleva a taxa, o objetivo é frear o consumo e os investimentos, evitando pressão sobre os preços. Juros mais altos encarecem o crédito e tornam a poupança mais atrativa, o que reduz o ritmo de gastos.
Já quando a Selic cai, a tendência é o crédito ficar mais barato, o que favorece o consumo e os investimentos e estimula a atividade econômica.
Nota da Fiesp
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota afirmando que, apesar de ser o quarto corte seguido da Selic, os juros elevados por tanto tempo prejudicam o setor produtivo, as famílias e o Estado.
Segundo a entidade, o custo do crédito é bem superior à Selic, chegando a 30% ao ano para empresas e a mais de 60% ao ano para os brasileiros, o que trava investimentos e agrava o endividamento das famílias.
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