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Fazenda reduz projeção do PIB para 2,0% em 2026

Para 2027, projeção caiu de 2,5% para 2,3%; governo espera recuperação robusta apenas entre 2028 e 2030

Fachada branca de prédio com os dizeres "Ministério da Fazenda" em letras douradas, árvores em primeiro plano e um homem caminhando na calçada à direita.
Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília (Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda diminuiu nesta terça-feira sua expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2,3% para 2,0%. Para 2027, a estimativa caiu de 2,5% para 2,3%. A pasta atribuiu a revisão ao patamar restritivo da taxa de juros.

No Boletim Macrofiscal, documento que reúne as projeções usadas na execução do orçamento, a secretaria informou que passou a considerar uma Selic média um pouco mais elevada. Segundo o texto, isso incorpora “um ciclo de flexibilização marginalmente mais gradual do que o previsto”.

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Setores da economia

A SPE relacionou a queda na projeção deste ano principalmente a uma desaceleração do setor de serviços, cuja alta esperada recuou de 2,4% para 1,8%. A expectativa para a indústria também diminuiu, de 2,1% para 1,7%.

Por outro lado, o resultado da agropecuária foi revisado para cima, com projeção de crescimento passando de 1,8% para 2,8%. O avanço, no entanto, compensa apenas em parte as quedas registradas nos demais setores.

Para a secretaria, o ritmo mais lento de corte de juros também adiou parte da recuperação econômica esperada para 2027, deslocando-a para os anos seguintes. A pasta projeta altas próximas de 2,6% ao ano entre 2028 e 2030.

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Inflação

Além disso, a SPE também revisou sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, que deve fechar 2026 em 4,9%, em comparação com os 5,1% previstos em julho. A mudança decorre de resultados melhores do indicador nos meses recentes.

O boletim afirma que “para os próximos meses, espera-se alguma acomodação das pressões inflacionárias sobre os serviços, em linha com a desaceleração da atividade e a gradual acomodação do mercado de trabalho“. O documento aponta ainda que as condições financeiras restritivas no país também devem contribuir para esse movimento.

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Para 2027, a projeção de inflação subiu, passando de 3,6% para 3,8%. O país opera sob meta contínua de inflação de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

A secretaria avalia que o fenômeno El Niño pode pressionar os preços de alimentos ainda em 2026, mas que seus efeitos mais relevantes devem se concentrar na safra de 2027.

 

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