O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 1,8% em 2026 e 1,5% em 2027, segundo projeções da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). As estimativas fazem parte do Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2026.
Para a economia mundial, o órgão prevê crescimento de 2,6% em 2026 e de 2,7% em 2027. De acordo com a UNCTAD, a inflação, o aperto monetário e o crédito mais caro pesam sobre o consumo, o investimento e o comércio, num cenário agravado pelo conflito no Oriente Médio.
Segundo o relatório, a economia brasileira tem se sustentado no consumo forte das famílias e no investimento privado, que elevaram as importações, além das exportações agrícolas robustas.
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Com a melhora do mercado de trabalho e dos salários reais, o consumo deve acelerar, mas crescer só 1,7% em 2026, freado pela inflação em alta e por cortes de juros mais lentos do que se previa antes do conflito.
A projeção para o Brasil em 2026 é menor que a da América do Sul (2,4%) e a da Argentina (2,7%), mas maior que a do México (1,5%). Entre as grandes economias, a Índia deve ter a maior alta, de 7,3%. Para a China, a previsão é de 4,5%, e para os Estados Unidos, de 2,1%.
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