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Governo pode manter subsídios aos combustíveis em 2027, diz Durigan

Ministro da Fazenda diz que alta do petróleo pode gerar recursos extras para amenizar oscilações nos preços dos combustíveis no Brasil

Dario Durigan |Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Dario Durigan |Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá manter os subsídios aos combustíveis em 2027 caso os preços internacionais do petróleo continuem elevados, afirmou nesta sexta-feira (23) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A medida dependeria da continuidade da arrecadação adicional gerada pela alta da commodity, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.

Em entrevista ao UOL, Durigan explicou que a valorização do petróleo aumenta a arrecadação do governo com royalties e tributos pagos por empresas do setor. Segundo ele, parte desses recursos pode ser utilizada para reduzir o impacto das oscilações internacionais sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

“Se o Brent continuar num patamar muito elevado (no próximo ano) e a gente seguir percebendo que vai ter recurso adicional, é sim possível, e acho que essa deve ser a proposta do presidente, manter essa ajuda para suavizar, não é para controlar preço”, afirmou.

O ministro também não descartou a manutenção do imposto sobre a exportação de petróleo, criado após o início da guerra no Oriente Médio. Segundo ele, o tributo tem como principal objetivo desestimular a exportação do produto, enquanto o aumento da arrecadação seria um efeito secundário.

No início da tarde desta sexta-feira, o barril do petróleo Brent era negociado em torno de US$ 117.

Durigan ainda criticou a possibilidade de retorno à política de paridade de preços de importação, utilizada pela Petrobras até 2023, que considerava as cotações internacionais como referência para os reajustes dos combustíveis. Segundo o ministro, os preços poderiam disparar caso o modelo fosse retomado em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).

O ministro também afirmou que a campanha de Lula poderá apresentar propostas de crédito ou perdão de dívidas para pequenos negócios afetados pelo fim da escala 6×1, aprovado pelo Congresso Nacional neste mês. Durigan ressaltou, porém, que essas medidas ainda fazem parte das propostas eleitorais de Lula, e não de iniciativas formalmente apresentadas pelo governo.

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno da eleição presidencial neste domingo (25).

*Com informações da Reuters

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