17 de fev 2025
Aluguel em São Paulo sobe 11% em 2025, com 82% dos contratos reajustados
Em 2025, os aluguéis em São Paulo aumentaram em média 11%, impactando inquilinos. A pesquisa da Lello revelou que 82% dos contratos renovados em janeiro subiram. O custo médio para alugar um imóvel de 50 m² chegou a R$ 2.879, o mais alto do Brasil. A inflação acumulada nos últimos anos justificou os reajustes, segundo Raphael Sylvester. O Índice FipeZap mostrou alta de 13,16% nos aluguéis em doze meses, superando a inflação.
(Foto: Pixabay/ OleksandrPidvalnyi)
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Morar de aluguel na capital paulista ficou, em média, 11% mais caro em 2025. Um levantamento da imobiliária Lello, que administra mais de 16 mil imóveis, revela que 82% dos contratos de locação renovados em janeiro tiveram aumento. Dentre os contratos, 32% registraram elevações superiores a R$ 300, enquanto 34% aumentaram entre R$ 201 e R$ 300. Os ajustes nos valores foram reprimidos durante a pandemia, quando muitos contratos não foram reajustados ou até sofreram reduções.
Raphael Sylvester, diretor de estratégia da Lello, destaca que a inflação acumulada nos últimos anos justifica os aumentos. Ele ressalta a importância do diálogo entre locadores e locatários para que as condições contratuais sejam justas. O executivo enfatiza que é necessário um equilíbrio para que o inquilino permaneça no imóvel e o proprietário mantenha a unidade ocupada, garantindo assim sua renda mensal.
O Índice FipeZap de janeiro confirma que São Paulo é a capital mais cara para alugar no Brasil, com um custo médio de R$ 2.879 por mês para imóveis de 50 metros quadrados. Em janeiro, os preços dos aluguéis residenciais subiram 0,96%, superando o 0,16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada nos aluguéis foi de 13,16%.
Embora o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) tenha desacelerado para 0,27% em janeiro, os contratos de aluguel que completaram um ano em fevereiro tiveram reajuste de 6,75%, correspondente ao IGP-M acumulado em 12 meses. Essa situação reflete a pressão sobre os preços de locação em um cenário de inflação persistente.
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