Em uma reunião com o ministro da Controladoria-Geral da União, o presidente e o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal foram informados pela Polícia Federal sobre investigações que podem afetar os bancos que oferecem crédito consignado a aposentados e pensionistas. O INSS autorizou 91 instituições financeiras a operar esse tipo de crédito entre 2020 e 2025, através de Acordos de Cooperação Técnica. Os investigadores alertaram que, se as investigações avançarem, isso poderá causar sérios problemas para os bancos envolvidos.
Em reunião realizada na quarta-feira, 21, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luíz Roberto Barroso, e o vice-presidente, ministro Edson Fachin, foram informados pela Polícia Federal sobre investigações que podem afetar a operação de bancos que oferecem crédito consignado. O encontro ocorreu com a presença do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques.
A investigação se concentra na oferta de crédito consignado com descontos em folha para aposentados e pensionistas, autorizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a 91 instituições financeiras entre 2020 e 2025. Os acordos foram firmados por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), que também foram utilizados em esquemas de descontos indevidos em associações.
Os investigadores alertaram que, caso a apuração avance, nenhum banco permanecerá inabalável. A situação levanta preocupações sobre a legalidade e a ética das operações de crédito consignado, especialmente em um contexto onde aposentados e pensionistas são alvos frequentes de práticas abusivas. A continuidade das investigações poderá resultar em consequências significativas para o setor financeiro e seus clientes.
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