A exposição “Electric Dreams” na Tate Modern, em Londres, explora a intersecção entre arte e tecnologia, revisitando colaborações históricas entre artistas e engenheiros. A mostra, que ficará em cartaz até 1º de junho, analisa como a automatização e a inteligência artificial (IA) influenciam a criatividade e a autoria na arte contemporânea.
A curadora Valentina Ravaglia destaca a importância de refletir sobre a evolução da relação entre humanidade, criatividade e automatização. Ela observa que a aplicação de regras algorítmicas na arte não é uma novidade, pois artistas têm utilizado métodos automatizados desde os primórdios da criação artística. Ravaglia menciona movimentos como New Tendencies e Arte Programmata, que buscaram democratizar a arte por meio de metodologias científicas.
A exposição reúne obras inovadoras dos anos 1950 e 1960, incluindo experimentos psicodélicos e peças que utilizam tecnologia digital. Ravaglia ressalta que as preocupações atuais sobre o impacto da automatização na criatividade ecoam questões do passado. Ela afirma que a magnitude do fenômeno da IA é preocupante, mas atribuir a culpa à tecnologia é uma distração.
A mostra também apresenta artistas pioneiros da arte digital, como Wen-Ying Tsai e Fujiko Nakaya, que ajudaram a moldar o debate contemporâneo sobre autoria e propriedade intelectual. Ravaglia acredita que, com o tempo, será possível compreender melhor as mudanças trazidas por essa nova era tecnológica na arte.
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