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Esculturas cinéticas de Rachel Youn exploram a relação entre automação e intimidade

Esculturas cinéticas de Rachel Youn questionam a automação e o valor do trabalho repetitivo em exposições em Berlim e Seul.

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Rachel Youn, artista coreano-americana, apresentou sua obra “Plus ça change” em uma exposição solo na galeria Soy Capitán, em Berlim. A mostra questiona o valor do trabalho repetitivo e a percepção cultural da automação, temas que serão explorados em sua próxima exposição em Seul.

As esculturas cinéticas de Youn utilizam dispositivos automatizados, como massagers e balanços de bebê, adquiridos em plataformas online. Esses objetos são adaptados com flores artificiais e motores reprogramados para evitar o desligamento automático. As obras funcionam incessantemente, parando apenas quando a galeria fecha, refletindo sobre a relação entre conforto e intimidade.

Youn, que cresceu em uma família batista no Missouri e Novo México, desenvolveu sua prática artística na Washington University em St. Louis e está cursando um mestrado na Yale University desde 2022. A artista destaca a falha e a decepção presentes em dispositivos que prometem conveniência, questionando o que acontece quando esses objetos se desgastam.

Temas da Exposição

Na obra “Plus ça change”, flores em hastes longas se movem em um quadro feito de um esteira de escritório, transformando um símbolo de produtividade em uma dança ociosa. Outra peça, “Rend”, combina um massager com um encosto de bicicleta sobre patins, evocando uma mistura de desejo e dor.

Youn expressa curiosidade sobre como a ideia de automação será recebida em Seul. Ela questiona como o público local interpretará a incessante busca por trabalho e a objetificação do corpo. As esculturas de Youn levantam questões sobre o valor do trabalho repetitivo e se a movimentação sem propósito pode ser considerada significativa.

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