Um fragmento inédito da “Suite Vulgate du Merlin”, com cerca de 700 anos, foi descoberto na Universidade de Cambridge. O manuscrito, que ficou arquivado por mais de 400 anos, revela novas histórias sobre Merlin e suas interações com o rei Arthur. A análise foi realizada com tecnologia avançada, permitindo a leitura de partes que estavam ilegíveis.
O texto, encontrado costurado a um registro de propriedades do século 16, narra as primeiras vitórias de Arthur e apresenta Merlin como um harpista cego que se transforma em uma criança careca. O mago, que é descrito como filho de uma mulher fecundada pelo diabo, pede para levar o emblema de Arthur ao campo de batalha. O rei aceita, e Merlin acaba fornecendo uma arma secreta: um dragão mágico.
A “Suite Vulgate du Merlin” foi escrita em francês antigo e é uma raridade, com menos de 40 cópias conhecidas no mundo. A equipe da biblioteca utilizou técnicas de imagem digital, como imagens multiespectrais, para capturar detalhes do manuscrito sem danificá-lo. Isso permitiu a leitura de trechos que estavam borrados e a preservação do documento.
A especialista Fabry-Tehranchi destacou que o fragmento foi mal catalogado anteriormente, sendo confundido com a história de Gawain. Ao perceberem que se tratava de uma narrativa sobre Merlin, a equipe ficou empolgada. O texto também fornece uma continuidade para a história do Santo Graal, mostrando Arthur como um jovem herói que se casa com Guinevere e tem uma boa relação com Merlin.
As técnicas modernas permitiram que os pesquisadores analisassem a encadernação do manuscrito e revelassem detalhes que não eram visíveis a olho nu. A descoberta do fragmento é um avanço significativo para o estudo de manuscritos medievais e suas histórias.
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