Gloria Estefan lançou “Raíces”, seu primeiro álbum em espanhol em dezoito anos, em um evento realizado em Nova York. A artista, que se destacou com a canção “Conga” em 1985, expressou suas preocupações sobre a atual situação política dos imigrantes nos Estados Unidos, especialmente sob a administração de Donald Trump.
A cantora, que vendeu mais de cem milhões de discos, falou sobre suas raízes cubanas e a importância de celebrar a cultura latina. Gloria chegou à Flórida aos dois anos e nunca deixou o estado, que considera seu lar. Ela mencionou que, apesar de seu sucesso, sente medo e preocupação com a crescente hostilidade em relação aos imigrantes.
Em entrevista, Gloria destacou que suas raízes são asturianas e cubanas, enfatizando a influência da cultura cubana em sua vida e carreira. Ela cresceu ouvindo artistas como Celia Cruz e Nat King Cole, e acredita que o espanhol é o idioma do seu coração. A artista também comentou sobre a fragilidade da liberdade nos Estados Unidos, alertando que muitos não percebem o quão vulnerável é a democracia.
Gloria e seu marido, Emilio Estefan, que também participou da produção do álbum, têm um histórico de sucesso na indústria musical. Emilio foi presidente da Sony Latin e ajudou a lançar a carreira de diversos artistas latinos, como Shakira e Ricky Martin. A artista expressou orgulho pelos novos talentos que estão emergindo na música latina, como Bad Bunny e Karol G.
A nova obra de Gloria é um reflexo de suas experiências e da necessidade de reafirmar a identidade latina em tempos desafiadores. Ela acredita que é fundamental manter viva a cultura e as tradições, especialmente em um cenário político que pode ameaçar essas raízes.
Entre na conversa da comunidade