Martinho da Vila, um ícone da música brasileira, apresentou recentemente o show “Canto Livre de Angola” no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O evento celebrou a rica música africana e reforçou sua conexão histórica com Angola, onde o cantor se tornou um embaixador cultural honorário.
Desde sua primeira apresentação em Angola, em 1969, Martinho tem uma relação profunda com o país. Naquela ocasião, ele lembrou ao público que era o dia da independência do Brasil e expressou seu desejo de ver Angola livre em sua próxima visita. O momento gerou uma ovação, mas também uma confusão, quando alguém gritou “Angola livre!” e a polícia interveio.
O sambista recorda com carinho de sua relação com o povo angolano, especialmente de um fã, o menino Gonçalves Antônio Sobrinho. Durante uma excursão em 1980, Gonçalves, então com 10 anos, decidiu viajar clandestinamente do país para o Brasil para encontrar Martinho. O garoto conseguiu passar pelos controles de imigração e chegou ao Rio, onde foi acolhido pela família do cantor.
Conexão Cultural
Martinho da Vila continuou a estreitar laços entre Brasil e Angola ao longo das décadas. Em 1982, lançou o álbum “Canto Livre de Angola” e organizou festivais de arte negra. Em 1992, publicou o livro “Kizombas, andanças e festanças”, que documenta suas experiências no país africano.
O show no Circo Voador não apenas homenageou a música angolana, mas também incluiu sucessos de Martinho, como “Devagar devagarinho” e “Canta canta, minha gente”. O cantor promete um espetáculo vibrante, onde o público poderá dançar e cantar junto, celebrando a alegria da música africana.
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