Pedro Bandeira, escritor infantojuvenil de renome, compartilhou sua biblioteca pessoal com o Estadão, revelando obras que moldaram sua carreira. Aos oitenta e três anos, ele expressou sua tristeza pela morte de Ziraldo, um de seus ídolos literários.
Durante a visita, Bandeira destacou livros que marcaram sua trajetória. Ele mencionou a importância de Monteiro Lobato, afirmando que, apesar de ter doado muitos livros, não conseguiria desapegar de alguns clássicos. O autor também revisitou suas leituras sobre ciências sociais, refletindo sobre a influência dessas obras em sua formação.
Influências Literárias
Bandeira relembrou a primeira vez que leu Dom Quixote, um marco em sua infância. Ele se recorda de como as ilustrações de Gustavo Doré o cativaram. O autor destacou a relação entre Dom Quixote e Sancho Pança como uma narrativa fascinante que o inspirou.
Além disso, ele mencionou a poesia de Eduardo, ressaltando que um de seus poemas é uma das melhores reflexões sobre a ditadura no Brasil. A admiração por autores contemporâneos também foi evidente, com Bandeira elogiando a clareza e a comunicação de obras que leu recentemente.
Legado de Ziraldo
Bandeira não deixou de mencionar Ziraldo, com quem teve uma colaboração. Ele descreveu a morte do amigo como um momento de grande tristeza, afirmando que “chorei muito a partida dele”. O escritor expressou sua gratidão por ter trabalhado com Ziraldo, ressaltando a beleza de suas ilustrações.
A biblioteca de Pedro Bandeira é um testemunho de sua paixão pela literatura e pelas influências que moldaram sua carreira. Ele continua a ser uma referência importante na literatura infantojuvenil brasileira, inspirando novas gerações de leitores.
Entre na conversa da comunidade