A garrafa de vinho, item essencial em refeições e degustações, tornou-se predominante no século XVIII, substituindo o tonel. Essa mudança ocorreu devido à invenção de fornos a carvão, que tornaram a produção de garrafas de vidro mais acessível.
As garrafas de vinho variam em forma e características, refletindo as tradições vitivinícolas de diferentes regiões. A bottle bordalesa, por exemplo, é reconhecida por seu corpo cilíndrico e ombros quadrados, simbolizando a qualidade dos vinhos de Bordeaux. Essa forma se tornou tão popular que outras regiões a adotaram.
A bottle bourguignonne, conhecida como “folha morta” pela cor do vidro, apresenta um ventre espesso e um colar fino. Originária da Borgonha no final do século XVII, essa garrafa é amplamente utilizada globalmente. Já a bottle champenoise, a mais pesada, é projetada para suportar a pressão do gás carbônico, pesando cerca de novecentos gramas.
Em Provence, duas variantes são comuns: a flûte a corset, com base mais estreita, e a bottle “côtes de Provence”, que se assemelha à bordalesa. A bottle rhodanienne é similar à bourguignonne, mas com um fuste mais largo, enquanto o clavelin do Jura, com capacidade de sessenta e dois centilitros, é exclusivo para o vinho amarelo da região.
Por fim, a flûte alsacienne, alta e esguia, é protegida por um decreto desde mil novecentos e cinquenta e cinco. Essas variações de garrafas não apenas preservam o vinho, mas também representam a rica diversidade cultural das regiões vinícolas.
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