David Hammons, artista renomado, lançou um catálogo pós-exposição de sua mostra de 2019 em Los Angeles. O livro, publicado pela Hauser & Wirth, apresenta uma coleção de imagens sem texto, desafiando a forma tradicional de documentação artística.
O catálogo, que pesa cerca de 3 quilos e mede 30 por 30 centímetros, não possui numeração de páginas, títulos ou seções. As imagens, que incluem fotos de instalações e reproduções de obras, são apresentadas de forma crua e sem contexto. Essa abordagem convida o espectador a uma nova interpretação da obra de Hammons.
A ausência de texto torna o catálogo um objeto singular, mais próximo de um livro de artista do que de um catálogo convencional. David Hammons é conhecido por sua resistência às estruturas institucionais do mundo da arte, e esse livro reflete essa postura, permitindo que suas imagens falem por si mesmas.
O catálogo inclui registros de uma instalação colaborativa de dois mil e onze, onde casacos de pele foram utilizados como suporte para a arte. As imagens, sem legendas, desafiam o espectador a refletir sobre a crítica social presente na obra de Hammons, que frequentemente aborda questões de classe e identidade.
A publicação é uma forma de Hammons reafirmar sua voz artística, sem a mediação de curadores ou historiadores. O resultado é uma experiência visual que exige do espectador uma nova forma de apreciação, semelhante a uma improvisação musical, onde cada imagem ressoa de maneira única.
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