A startup estoniana ÄIO, fundada por Nemailla Bonturi e Petri-Jaan Lahtvee, lançou seu primeiro produto: um óleo encapsulado para cosméticos. O produto, feito a partir de leveduras oleaginosas e resíduos agroindustriais, já recebeu autorização das autoridades regulatórias europeias. Além disso, a empresa está desenvolvendo um óleo líquido, chamado RedOil, destinado ao setor de alimentos, com previsão de liberação regulatória até o final do ano.
Os óleos microbianos, como são conhecidos, oferecem uma alternativa sustentável à gordura animal e aos óleos vegetais, como o de palma. Bonturi destaca que esses óleos podem ser utilizados na produção de biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF), contribuindo para a redução da pegada de carbono. A ÄIO, com sede em Talin, capital da Estônia, já arrecadou mais de € 15 milhões em fomento de pesquisa e capital privado.
A produção de óleos microbianos é mais rápida e sustentável em comparação com os óleos vegetais tradicionais. Enquanto a produção convencional demanda meses, os óleos microbianos podem ser gerados em horas em biorreatores. A startup utiliza serragem, um subproduto rico em xilose, como substrato para o cultivo das leveduras. Bonturi afirma que essa abordagem não só reduz a necessidade de terras agrícolas, mas também diminui as emissões de CO₂.
A ÄIO possui uma planta-piloto com capacidade de 300 litros e planeja expandir sua produção em escala industrial nos próximos dois a três anos. A empresa já foi reconhecida na categoria de Alimentos na Baltic Sustainability Awards e Bonturi recebeu o prêmio Egresso Destaque da Unicamp, reconhecendo sua trajetória como pesquisadora.
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