Tiganá Santana é um artista e curador que tem se destacado na intersecção entre arte, cultura afro-brasileira e experiências sensoriais. Recentemente, ele participou da 35ª Bienal de São Paulo com a instalação “Floresta de infinitos” e curou a exposição “Línguas africanas que fazem o Brasil”.
Na instalação “Floresta de infinitos”, realizada em parceria com Ayrson Heráclito, Santana prioriza a imersão e as sensações corporais do espectador. Ele também aplicou essa abordagem na curadoria de “Nossa vida bantu”, que inclui uma paisagem sonora de sua autoria. “As exposições me permitem criar experiências sinestésicas”, afirma Tiganá, destacando a importância de elementos como imagem, som, textura e cheiro.
As referências de Tiganá vêm de suas vivências na infância, especialmente no candomblé, e do aprendizado de idiomas como kikongo, quimbundo e iorubá. “Estar em meio a essas vivências me levou a fazer o que faço hoje”, reflete. Ele enfatiza a necessidade de ocupar espaços para minimizar a hegemonia dos modos coloniais de existir, ressaltando a importância de saberes não hegemônicos.
A curadoria de Tiganá busca integrar o corpo e o movimento, afastando-se da abstração. Ele acredita que a arte deve ser uma experiência holística, onde o público se conecta de forma mais profunda com as obras. A atuação de Tiganá na arte contemporânea é um reflexo de sua trajetória e de seu compromisso com a valorização da cultura afro-brasileira.
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