Eduardo Giannetti lança seu novo livro, “Imortalidades”, nesta terça-feira, três de junho, às 19h, na Livraria da Travessa do shopping Iguatemi, em São Paulo. A obra explora a morte, a imortalidade digital e a intersecção entre ciência e religião, refletindo sobre a busca por significado diante da finitude.
O autor, conhecido por suas reflexões sobre a condição humana, provoca o leitor a imaginar sua própria morte. Ele questiona como é possível conceber a realidade da ausência total de si. Aos 68 anos, Giannetti admite que a idade traz uma nova perspectiva, especialmente após perder pessoas queridas. Ele menciona que sua infância, marcada por um catolicismo superficial, não o convenceu, mas as questões existenciais continuam a intrigá-lo.
“Imortalidades” é composto por microensaios e abrange 432 páginas. O autor discute a “imortalização digital”, que busca superar a morte biológica por meio de tecnologias como inteligência artificial e medicina regenerativa. Giannetti também critica a solução religiosa para o enigma da vida após a morte, citando Freud, que via a religião como uma ilusão que ameniza a inevitabilidade da morte.
O livro também aborda a idealização de uma justiça póstuma e a desilusão ateia, ressaltando que a morte de Deus não elimina o mistério da existência. Giannetti utiliza referências literárias, como Machado de Assis e Jorge Luis Borges, para enriquecer suas reflexões. O preço do livro é de R$ 89,90, com versão digital disponível por R$ 44,90.
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