Um condenado à morte nos Estados Unidos, Keith LaMar, e o músico catalão Albert Marquès lançaram o álbum “Live from Death Row”. A obra, que busca conscientizar sobre a pena de morte, foi apresentada em Nova York, com LaMar participando por videochamada de uma prisão em Ohio. Ele está no corredor da morte desde 1995, após ser condenado por um crime que afirma não ter cometido. Sua execução está agendada para 13 de janeiro de 2027.
O álbum contém composições de Marquès com letras de LaMar, além de clássicos que abordam violações de direitos humanos, como “Strange Fruit” de Billie Holiday. LaMar, que considera a música uma forma de sobrevivência durante anos de confinamento solitário, descreveu o projeto como um “sonho impossível” que se tornou realidade. Ele destacou que a música é sobre “confiança e fé”, incentivando a luta por justiça.
Marquès, que leciona no Brooklyn, acredita na inocência de LaMar e afirma que a música é uma ferramenta poderosa para mobilizar apoio. Em 1995, LaMar foi considerado culpado por um júri exclusivamente branco, em um caso que envolveu a morte de cinco detentos e um guarda durante uma rebelião. Investigações recentes sugerem que evidências que poderiam inocentá-lo foram ocultadas.
A execução de LaMar foi adiada de novembro de 2023 para 2027 devido à escassez de componentes para injeção letal. A situação pode mudar com um decreto do ex-presidente Donald Trump, que orienta o procurador-geral a garantir a disponibilidade desses componentes. Em 2025, 19 prisioneiros foram executados nos Estados Unidos, a maioria por injeção letal.
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