Pesquisadores da Washington State University recriaram o Azul Egípcio, o pigmento mais antigo fabricado pela humanidade. Este pigmento, utilizado em rituais funerários e na arte romana, teve sua produção extinta na Renascença. A descoberta foi publicada na revista NPJ Heritage Science.
A equipe desenvolveu doze receitas com combinações de dióxido de silício, cobre, cálcio e carbonato de sódio. Os compostos foram aquecidos a cerca de mil graus Celsius por até onze horas, simulando as condições dos antigos artesãos. Os cientistas descobriram que a produção de um tom azul quimicamente idêntico ao original exigia apenas metade dos compostos normalmente utilizados.
Além de seu valor histórico, o pigmento apresenta uma característica interessante: ele ativa sob técnicas infravermelhas, frequentemente empregadas em investigações forenses. Amostras do pigmento estão em exibição no Carnegie Museum, em Pittsburgh, como parte de uma nova exposição sobre o Antigo Egito.
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