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Lygia Clark ganha retrospectiva na Neue Nationalgalerie e conquista público alemão

A primeira grande exposição de Lygia Clark na Alemanha, na Neue Nationalgalerie, busca ampliar sua visibilidade e relevância contemporânea.

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A retrospectiva “Lygia Clark: Retrospectiva” na Neue Nationalgalerie, em Berlim, é a primeira grande exposição da artista brasileira na Alemanha. A mostra, com curadoria de Irina Hiebert Grun e Maike Steinkamp, busca aumentar a visibilidade da obra de Clark, que ainda é pouco conhecida pelo público geral no país.

O vice-diretor da Neue Nationalgalerie, Joachim Jäger, destacou a importância do projeto para a internacionalização do museu, que tradicionalmente foca na arte europeia e norte-americana. “Nunca antes houve uma exposição com ênfase no Brasil neste museu”, afirmou. A exposição é uma sequência da primeira grande mostra sobre Clark no Reino Unido, na Whitechapel Gallery.

Lygia Clark, que teve sua primeira exposição individual na Europa em mil novecentos e sessenta e quatro, é reconhecida no circuito artístico alemão, mas ainda não pelo público em geral. A curadora Hiebert Grun enfatizou a necessidade de torná-la mais visível na Alemanha, especialmente em tempos de polarização e conservadorismo.

A mostra, que ficará em cartaz até doze de outubro de dois mil e vinte e cinco, apresenta obras em ordem cronológica, começando com a série de abstração geométrica “Composição”. O percurso inclui também as explorações arquitetônicas da artista e suas obras interativas, como os “Bichos”, que convidam o espectador a participar ativamente da arte.

A exposição é organizada em um espaço projetado por Mies van der Rohe, que contrasta com a obra de Clark. O visitante é guiado por salas interconectadas que promovem uma experiência sensorial, culminando em uma área que simula a experiência do nascimento. As réplicas das obras foram produzidas na Europa em colaboração com a Associação Cultural Lygia Clark.

Alessandra Clark, neta da artista, elogiou a montagem da exposição, afirmando que “parece que o trabalho dela foi feito para estar aqui”. A curadora da Kunsthaus Zurich, Cathérine Hug, observou que a arte de Clark, que se tornou física, pode estar ressoando mais na Europa atualmente.

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