Um projeto para um “pavilhão de arte dissidente-direita” dos Estados Unidos está sendo considerado para a Bienal de Veneza de 2026. A proposta, idealizada por Curtis Yarvin, um engenheiro de computação com forte influência na extrema direita, busca a concessão de um empréstimo da pintura “Rape of Europa”, de Titian, atualmente no Isabella Stewart Gardner Museum, em Boston.
Yarvin, que defende a ideia de uma monarquia americana, está colaborando com o artista Tarik Sadouma, de origem egípcia e holandesa, para desenvolver o conceito do pavilhão. A temática central será “estupro”, com a intenção de incluir também vozes feministas no debate. A obra de Titian, que retrata o rapto de Europa por Júpiter disfarçado de touro, é rara em empréstimos.
Caso a pintura não seja disponibilizada, Yarvin sugere alternativas criativas, como a possibilidade de contratar um artista para forjar a obra e queimá-la, ou utilizar inteligência artificial para criar algo inovador. “Idealmente, a peça original estaria presente”, afirmou Yarvin.
A decisão final sobre o pavilhão dos EUA será anunciada no verão de 2023, com o prazo para submissão de propostas se encerrando em 30 de julho. Historicamente, o pavilhão é destinado a artistas já consagrados, mas Yarvin busca romper com essa tradição. Ele comentou sobre a seleção dos projetos, afirmando que a escolha pode ser entre o “normal” e algo mais ousado, desafiando as convenções estabelecidas.
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