Sérgio Britto, integrante dos Titãs, lança seu oitavo álbum solo, “Mango Dragon Fruit”, que mistura bossa nova, MPB e pop. O disco, considerado por Britto como a obra mais bem acabada de sua carreira, inclui uma composição quase inédita de Rita Lee e reflete suas reflexões sobre a política brasileira.
O artista destaca que a sonoridade do álbum é uma busca por unidade, distanciando-se de suas associações anteriores. “Recentemente saiu a coletânea ‘Best Of’. Ali tem as músicas dos meus discos pregressos que já apontam esse caminho”, afirma Britto. Ele menciona a influência de Rita Lee, que, segundo ele, “deu o caminho das pedras” para sua nova estética musical.
A faixa “Eu Sou do Tempo”, uma composição de Rita Lee, evoca nostalgia e critica a situação política atual do Brasil. Britto expressa que muitos estão decepcionados com a política, afirmando que “vivemos de utopias, e novas utopias podem ser criadas”. Ele se posiciona contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e critica a atual esquerda, desejando uma renovação política.
Sonoridade e Colaborações
O álbum traz uma forte presença da bossa nova, com percussões que remetem a ritmos brasileiros. Britto reinterpreta clássicos como “O Barquinho” e inclui colaborações com Ed Motta e Fernanda Takai. A música “Bons Tempos Chatos”, com os irmãos Supla e João Suplicy, oferece uma visão bem-humorada sobre a nostalgia.
Britto busca se diferenciar do som dos Titãs, afirmando que “não vejo sentido em você se repetir”. Ele explora uma nova linguagem musical, incorporando elementos de jazz e pop, enquanto mantém suas raízes na bossa nova e MPB. O álbum “Mango Dragon Fruit” está disponível nas plataformas digitais e promete uma nova fase na carreira do artista.
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