Após sessões esgotadas em suas primeiras temporadas, “Torto Arado – O Musical” retorna a São Paulo a partir do dia 20 de junho, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros. A montagem, inspirada no premiado romance de Itamar Vieira Junior, fica em cartaz até 6 de julho, com apresentações de quinta a domingo.
Uma história marcada por dor, resistência e fé
Com texto épico e lírico, o espetáculo narra a vida de Bibiana e Belonísia, duas irmãs que vivem em situação de trabalho análogo à escravidão no sertão baiano. Com direção de Elísio Lopes Júnior, a peça aborda temas como racismo, disputa por terras, espiritualidade e ancestralidade, mergulhando no universo de fé e resistência da Chapada Diamantina.
A montagem traz ainda a personagem avó Donana, criada especialmente para o palco, enriquecendo a narrativa com a força da ancestralidade feminina.
Trio de protagonistas dá voz às mulheres do sertão
No elenco, a cantora e apresentadora Larissa Luz interpreta Bibiana, enquanto Bárbara Sut vive Belonísia. Lilian Valeska completa o trio como a avó Donana. Ao todo, são 22 artistas em cena, incluindo seis músicos e 16 atores.
Música nordestina como linguagem cênica
A direção musical é de Jarbas Bittencourt, com composições inéditas que dialogam com o cancioneiro popular do sertão nordestino. Os ritmos e melodias contribuem para dar corpo às emoções das personagens, transformando o palco em um território de voz, memória e resistência.
Um Brasil contado por brasileiros
Na dramaturgia assinada por Elísio Lopes Jr., Aldri Anunciação e Fábio Espírito Santo, “Torto Arado – O Musical” se propõe a revelar o Brasil invisível, que pulsa no interior do país, na espiritualidade negra e na luta por justiça social.
“O espetáculo tem humor, dor, poesia. É uma tentativa de mostrar um pouco mais para o Brasil quem é o Brasil”, resume o diretor Elísio Lopes Jr.
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