Na nova temporada de Round 6, lançada em 27 de outubro, os bilionários deixam de ser meros espectadores e passam a atuar diretamente no jogo. Os VIPs, antes mascarados, agora vestem uniformes de soldados e executam os perdedores. Essa mudança reflete uma crítica à desigualdade e ao poder, onde o sofrimento humano é transformado em espetáculo.
O criador da série, Hwang Dong-hyuk, destaca que essa nova abordagem espelha a realidade atual, onde os verdadeiros controladores do sistema se mostram abertamente. Ele observa que, desde a estreia da série em 2021, o número de bilionários aumentou de 2.000 para mais de 3.000, acumulando juntos mais de 16 trilhões de dólares. Hwang menciona figuras como Elon Musk e Donald Trump como influências para os novos personagens da trama.
A Ilusão da Democracia
Na nova dinâmica do jogo, os participantes têm a ilusão de decidir se o jogo continua ou se os prêmios são divididos. No entanto, essa escolha é manipulada por quem detém o poder. Hwang afirma que a democracia serve apenas para manter a divisão entre os que estão embaixo. O roteiro incorpora eventos recentes, como a radicalização política na Europa e a crise na Coreia do Sul, além da invasão do Capitólio nos EUA em 2021.
A série também aborda a desinformação e a polarização crescente. Hwang ressalta que o diálogo se perdeu e que cada lado acredita ter a única verdade. O impacto da inteligência artificial e dos algoritmos na disseminação de informações enviesadas é uma preocupação central. No penúltimo episódio, os jogadores são levados a decidir quem deve ser eliminado, incluindo uma sugestão chocante: um bebê.
A nova temporada de Round 6 não apenas entretém, mas provoca reflexões sobre a sociedade contemporânea e as dinâmicas de poder que a permeiam.
Entre na conversa da comunidade