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Artistas contemporâneos enfrentam estátuas confederadas em Los Angeles

Monuments reúne obras novas e monumentos desativados em MOCA e Brick, dialogando com Kara Walker e Walter Price para ligar violência histórica à crítica contemporânea

Confederate Soldiers and Sailors Monument, Baltimore, Maryland, splashed with red paint. The monument was removed in 2017 Photo: Picture Architect/Alamy, courtesy the Museum of Contemporary Art, Los Angeles
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A nova exposição “Monuments”, inaugurada em Los Angeles, reúne obras contemporâneas e monumentos confederados desativados, promovendo um diálogo sobre a herança racial dos Estados Unidos. A mostra, co-curada por Hamza Walker, Kara Walker e outros, ocorre no Museum of Contemporary Art (MOCA) e no Brick.

A exposição é uma resposta à remoção da estátua de Robert E. Lee em Charlottesville, em 2017, que desencadeou intensos debates sobre a escravidão e a violência racial. “Esses monumentos têm muitas histórias para contar”, afirma o curador Simpson, destacando a importância de refletir sobre a história americana.

Entre os quase 20 monumentos expostos, encontram-se peças vandalizadas e intactas, como a estátua de Jefferson Davis, coberta de tinta vermelha. A escultura de Lee, derretida em 2023, é apresentada em forma de lingotes de bronze. A mostra também inclui obras de artistas contemporâneos, como Leonardo Drew e Nona Faustine, que usam a linguagem dos monumentos para criticar suas narrativas.

Crítica Contemporânea

As obras contemporâneas não visam criar novos monumentos, mas funcionam como *contramonumentos*. Por exemplo, Kahlil Robert Irving utiliza bronze para representar a cidade de Ferguson, conectando a violência histórica à atualidade. “Partes importantes do nosso passado estão mais próximas do que pensamos”, afirma Irving.

Bethany Collins transforma granito de um monumento confederado em uma homenagem a mulheres negras, enquanto Walter Price cria pinturas que dialogam com o Globe de Matthew Fontaine Maury. “A exposição é uma reação ao passado, mas também aborda questões atuais”, dizem os curadores, ressaltando a necessidade de diálogo e aprendizado.

A mostra “Monuments” surge em um momento crítico, refletindo sobre a história e as tensões raciais contemporâneas. Artistas estão na vanguarda dessa resistência cultural, promovendo uma reflexão sobre o legado da escravidão e a necessidade de um futuro mais inclusivo.

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