Marlene Dumas, artista sul-africana, torna-se a primeira mulher contemporânea a integrar a coleção permanente do Louvre. Nove obras da artista foram reveladas na quinta-feira, 10 de novembro de 2025, no museu em Paris. As pinturas, que fazem parte da série intitulada “Liaisons”, estão expostas no átrio Porte des Lions e nas galerias da Galerie des Cinq Continents.
As obras de Dumas abordam temas atuais, refletindo sobre as “horrores” do mundo contemporâneo. Segundo a artista, algumas de suas representações são mais abstratas, enquanto outras têm um caráter mais gestual. Em entrevista, Dumas mencionou que suas criações são influenciadas por eventos históricos e que retratam tanto figuras conhecidas quanto aquelas desumanizadas, como fugitivos.
Laurence des Cars, diretora do Louvre, destacou que Dumas foi a “escolha óbvia” para a comissão, elogiando sua capacidade de unir diferentes sensibilidades e origens. O projeto de Dumas faz parte do programa de arte contemporânea em expansão do museu, que já incluiu instalações temporárias de outros artistas, como Luc Tuymans.
Impacto e Reação
Dumas expressou incerteza sobre como os visitantes reagirão a suas obras. Ela acredita que cada espectador traz suas próprias experiências e emoções. A artista também mencionou a influência de obras clássicas, como a escultura “Dying Slave” de Michelangelo, em seu trabalho. Para Dumas, o Louvre representa a história da arte ocidental, com suas belezas e inumanidades.
A inclusão de Dumas na coleção permanente é um passo significativo para o museu, que busca diversificar suas exposições e se conectar com o público contemporâneo. Em um movimento recente, o Louvre adquiriu sua primeira obra em vídeo, de Mohamed Bourouissa, ampliando ainda mais seu compromisso com a arte atual.
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