Alice e Ellen Kessler, as gêmeas que se tornaram ícones da música pop na Europa nos anos 60, faleceram aos 89 anos em um ato de suicídio assistido em sua residência em Grünwald, próximo a Munique. A decisão foi tomada após uma longa reflexão e ocorreu na presença de um médico e um advogado, conforme informou Wega Wetzel, porta-voz da Deutsche Gesellschaft für Humanes Sterben.
O suicídio assistido é legal na Alemanha, desde que respeitadas certas condições. As irmãs, que expressaram o desejo de partir juntas em entrevistas anteriores, administraram os medicamentos que levariam ao fim de suas vidas. A polícia foi acionada para verificar as circunstâncias e não encontrou problemas, confirmando que não havia questões de saúde mental envolvidas.
Carreira e Legado
Nascidas em 1936, as gêmeas começaram como bailarinas de balé e rapidamente se destacaram como cantoras. Elas representaram a Alemanha Ocidental no Festival Eurovisão da Canção de 1959 e conquistaram fama na Itália, onde foram chamadas de “as pernas da nação”. O sucesso das Kessler transcendeu fronteiras, e elas se apresentaram ao lado de grandes nomes como Frank Sinatra e Fred Astaire.
Durante suas carreiras, Alice e Ellen foram vistas como símbolos de independência feminina, desafiando normas conservadoras da época. Elas optaram por não se casar, influenciadas pela experiência de sua mãe em um casamento abusivo. Em entrevistas, afirmaram que sempre buscaram a independência financeira desde jovens, o que se tornou um aspecto central de suas vidas.
Últimos Desejos
As irmãs expressaram em várias ocasiões o desejo de serem cremadas juntas e que suas cinzas fossem colocadas na mesma urna. Em um mundo que frequentemente subestima a autonomia das mulheres, a história das Kessler é um lembrete poderoso sobre a luta pela liberdade pessoal e a busca por um final digno.
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