A$AP Rocky lançou Don’t Be Dumb, seu primeiro álbum em oito anos, marcado por uma coletânea de bravatas, ataques a rivais e experimentos de gênero. O projeto chega com ares de mega produção, à altura de quem ajudou a moldar o que houve de mais comentado no hip hop recente.
O álbum inclui participações de convidados like Damon Albarn, do Gorillaz, e Danny Elfman, o aclamado compositor Oscarizado. A apresentação visual engloba arte de Tim Burton, reforçando a intenção de levar o repertório a um patamar de alto conceito.
Rocky manteve a linha de vida pública ligada a Rihanna, com referências a um relacionamento em que ele celebra a vida de luxo e o romance. Em Stay Here 4 Life, ele faz várias alusões ao casal, ao mesmo tempo em que busca marcar a evolução do seu repertório.
Musicalmente, Don’t Be Dumb é visto como extravagante e, por vezes, overstuffed. Ainda assim, traz faixas que se destacam pela ousadia, como STFU, um hardcore em parceria com a banda Slay Squad, descrita pelo artista como ghetto metal.
Entre as faixas, há experiências variadas: Punk Rocky, com Cristoforo Donadi, remete a timbres emo; Air Force (Black Demarco) prioriza uma cadência crooner; Robbery, com Doechii, funciona como um dueto lúdico sobre uma linha de piano e bateria.
Mudança de tom e perspectivas
The End, com Will.i.am, fecha o álbum em tom mais político e global, com Jessica Pratt na linha de voz. A composição comenta dilemas do mundo atual, incluindo o aquecimento do planeta e conflitos geopolíticos.
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