Arash Nassiri estreia sua primeira mostra individual institucional em Londres com a instalação audiovisual A Bug’s Life, na Chisenhale Gallery. A obra reúne filme e montagem escultórica para explorar a experiência da diáspora iraniana. A abertura ocorreu no fim de semana, em 2024/2025, e permanece em cartaz até 22 de março.
O filme acompanha um protagonista inseto por uma mansão construída na Los Angeles de gente que migrou do Irã. A iluminação azulada cria um clima de distorção, refletindo a desconexão entre raízes iranianas e vida ocidental. A produção é cofinanciada por espaços na Europa.
A exposição faz parte de uma narrativa sobre pertencimento e memória, cruzando arquitetura oriental e ocidental. Nassiri, nascido em Teerã e hoje radicado em Berlim, apresenta uma reflexão sobre modernidade, memória e a relação tensa entre Irã e o Ocidente.
Contexto e conceito
A obra utiliza o que Nassiri chama de Persa Palace, uma mutação da arquitetura iraniana e do estilo Império Francês que ganhou destaque na década de 1960 e 70. Após a revolução de 1979, muitos iranianos estabeleceram-se na Europa e na América do Norte.
Nessa leitura, a casa em Los Angeles funciona como cenário de pertencimento ambíguo. Construída por uma comunidade que buscava assimilação, ela revela um conflito entre identidade iraniana, vida americana e referências de modernidade ocidental.
A curadoria descreve a instalação como um arquivo visual das casas que estão sendo demolidas para dar lugar a novas construções. A obra registra estilos que, segundo Nassiri, podem desaparecer com o tempo.
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