O estudo revela que a maioria das pessoas não consegue distinguir faixas criadas por IA de músicas reais. A pesquisa, encomendada pela Deezer, testou 9 mil pessoas em oito países e mostrou que 97% não tiveram acerto ao identificar faixas geradas por IA. O levantamento ocorreu em formato de teste de ouvido crítico.
A pesquisa mostrou ainda que 71% ficaram surpresos com o resultado, e 52% disseram ficar incomodados por não reconhecerem a origem das músicas. Além disso, 80% desejam indicação clara de IA nas faixas, e 40% pulariam uma música se soubessem que foi produzida por IA.
O estudo aponta que, apesar da rejeição, há curiosidade de 55% dos participantes e 66% aceitariam ouvir IA por esse interesse. Em contrapartida, há receio de impacto na indústria: 70% acreditam que IA pode ameaçar a subsistência de músicos e compositores, e 65% defendem restrições ao uso de material protegido por direitos autorais para treinar IA.
Artistas de IA ganham espaço
Casos recentes mostram artistas de IA já atuando em plataformas. A banda Velvet Sundown teve mais de 1 milhão de streams em semanas, mas confirmou que as músicas, a imagem dos integrantes e a narrativa eram geradas pela IA, gerando protestos na indústria.
Outra artista é a cantora de soul Sienna Rose, que lançou 45 faixas em curto período no fim de 2025. Três faixas entraram em playlists de destaque, e a artista alcançou milhões de ouvintes, ainda que haja dúvidas sobre a sua identidade real.
Ainda, Xania Monet, contratada por um selo por milhões de dólares, aparece como projeto artístico de uma poeta. A persona afirma que as letras são 90% reais, inspiradas na vida da autora, com milhares de ouvintes nas plataformas.
A pergunta que fica é se avançaremos definitivamente para a era da música criada por IA, diante de números que mostram tanto interesse do público quanto resistência da indústria.
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