A Acadêmicos de Niterói abrirá o Carnaval do Rio com um samba-enredo que provoca o bolsonarismo, homenageando Lula. A escola apresenta a história do presidente desde a infância no Sertão de Pernambuco até a terceira vitória presidencial, com foco na liderança sindical.
O samba, intitulado Do alto do Mulungu, surge da ideia de que Lula é o operário que transformou o país. A canção associa a trajetória familiar do petista a uma jornada de 13 noites e 13 dias, referência ao número de urna do PT, criado em 1980.
O que está em jogo
A letra lembra personagens da ditadura, como Zuzu Angel, Henfil, Vladimir Herzog e o desaparecido Rubens Paiva, como vítimas da época. A mensagem defende soberania, rejeita mitos e aponta a ausência de anistia para determinados atos, sem citar adversários específicos.
A oposição questiona a propaganda eleitoral antecipada. O Novo ajuizou ações no TSE para tentar barrar o desfile e a transmissão, mas o tribunal freeing manteve o desfile, alegando inexistência de censura prévia.
O Judiciário também afastou pedidos de senadora Damares Alves e do deputado Kim Kataguiri, afirmando que ações populares não são instrumento adequado para esse tipo de questão. A mobilização envolve deputados, ministros e dirigentes de empresas públicas.
Teresa Cristina participa do samba, incluindo trechos que remetem ao clássico Vai Passar, segundo a cantora, como homenagem à luta pela redemocratização. O refrão celebra a memória do movimento popular relacionado à música.
A cerimônia também teve momentos com memes de Bolsonaro em telões durante ensaio técnico na Sapucaí, exibindo imagens do ex-presidente com críticas a políticas de saúde pública. O episódio é apontado como referência de698 controvérsia pública.
Janja Lula da Silva é esperada na passarela, enquanto Lula deve acompanhar o desfile do camarote da prefeitura do Rio, ao lado de autoridades estaduais e nacionais. A presença de figuras públicas reforça o caráter institucional do evento.
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