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Pixar dispensa IA e volta às origens em nova animação

Pixar dispensa inteligência artificial na nova animação Hoppers, reafirmando o toque humano como eixo estratégico em meio à transformação digital

O prédio principal do campus da Pixar, na Califórnia, com o design que lembra Steve Jobs
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A Pixar aposta no toque humano para ampliar a sua identidade criativa em meio a mudanças no setor. Em Emeryville, Califórnia, o estúdio mantém o legado de Steve Jobs como definição de padrão, mesmo diante do avanço da tecnologia.

Ivo Kos, brasileiro e veterano da empresa desde 1999, comenta que a parede de tijolos da sede simboliza a cultura da Pixar. O design rígido durante a construção foi validado por Jobs até chegar ao equilíbrio cromático ideal, segundo Kos.

A direção do estúdio encara a IA com cautela. A Pixar reconhece o potencial da tecnologia, mas ainda não a incorporou aos seus processos artísticos, que seguem mais linha artesanal e criativa.

Aposta na Cultura Criativa

O contexto global aponta para competição acirrada em streaming e conteúdo para plataformas como Disney, OpenAI e rivais de distribuição. Kos afirma que a Pixar busca resgatar a cultura interna para enfrentar conteúdos efêmeros e pressão de mercado.

Pete Docter, diretor criativo, criticou a IA generativa como uma tendência que pode nivelar por baixo a criatividade. A ideia é manter a singularidade das narrativas frente a ferramentas computacionais.

No filme Hoppers, a Pixar reforça esse posicionamento ao afirmar que não utiliza IA na produção. O longa, iniciado em 2019, envolveu centenas de profissionais que aplicaram intencionalidade em cada frame, com base em referências reais.

Como o filme foi feito

A equipe recorre a dados reais, obtidos de modelos físicos e biológicos, para alimentar a animação 3D em quatro etapas: pesquisa de campo, modelagem, desenho e storytelling. A abordagem prioriza o conhecimento humano sobre a automação.

Na pesquisa de campo, a Dra. Emily Fairfax atuou como consultora para assegurar precisão ambiental. Visitas ao Yellowstone e ao Zoológico de Oakland embasaram a narrativa. Sócio da produção, a equipe trabalhou com dados verificáveis para orientar o enredo.

Na modelagem, a Pixar desenvolveu um pincel digital para manter texturas e fundos consistentes, sem perder a essência artesanal. O desenho envolveu o diretor Daniel Chong e o chefe de história, com foco na protagonista Mabel.

Na etapa de storytelling, Chong promoveu um ambiente colaborativo, com participação de artistas em diferentes níveis. A prática manteve a produção ágil e menos ficcional, evitando excessos de formalidade.

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