Rodrigo Portella comanda a montagem de Fim de Partida, de Beckett, reunindo Guilherme Weber e Marco Nanini. A encenação coloca em cena um homem cego e cadeirante, seus pais sem pernas e o servo, presos em uma sala e diante de um fim iminente, sem que se saiba exatamente o quê. A montagem mantém o tom sombrio e determinante da obra.
A produção integra o elenco de uma peça clássica que dialoga com a ruína humana após a Segunda Guerra. Os atores envolvidos exploram as relações de poder, dependência e desespero presentes no texto de Beckett, em montagem que circula pelo circuito teatral. A proposta é manter a atmosfera de suspense e o foco na dinâmica entre os personagens.
A programação do Teatro Oficina também reserva espaço para novas leituras de clássicos e estreias, com foco em relevância histórica e estética. O conjunto de apresentações busca dialogar com o centenário da música de Villa-Lobos, ampliando a visão do público sobre o legado brasileiro no palco.
Rasga-Coração
No centenário da obra Choros n.º 10, Rasga o Coração, o Teatro Oficina inaugura uma breve temporada em homenagem a Heitor Villa-Lobos. O elenco apresenta peças como Choros n° 1, Lenda o Caboclo, Choros nº 3, Pica-Pau, além de Bachianas Brasileiras nº 5. A programação contempla movimentos de A Floresta do Amazonas.
REESTREIAS
Rasga-Coração
Dir.: Felipe Botelho e Roderick Himeros. Livre. O Teatro Oficina promove a revisita da obra de Villa-Lobos com apresentações em maio e junho, mantendo a apresentação às 20h. Ingressos a partir de R$ 80.
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