Spike Lee defende a cinebiografia Michael, recém-lançada pela Universal Pictures, diante das críticas que apontam omissão de acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson. O filme acompanha a trajetória do artista desde a infância até o auge no pop, sem abordar as acusações por questões legais.
Segundo o diretor, a obra segue uma cronologia específica, encerrando em 1988, o que, na visão dele, inviabiliza a inclusão de episódios posteriores. Lee também destaca o carinho do público ao redor do cantor e afirma que ele e Jackson tinham laços próximos.
Lee, que dirigiu o clipe They Don’t Care About Us e produziu documentários sobre Jackson, também ressaltou que Michael era uma pessoa maravilhosa. A fala ocorreu em entrevista à CNN e foi replicada por veículos internacionais.
Contexto das acusações
As acusações de abuso remontam a 1993, envolvendo um jovem de 13 anos, com acordo civil de cerca de US$ 25 milhões e sem condenação criminal. Em 2003, novas denúncias levaram ao julgamento, com a absolvição em 2005.
Após a morte de Jackson, em 2009, novas denúncias surgiram contra o espólio, envolvendo Wade Robson e James Safechuck. Os processos foram arquivados por questões técnicas, sem análise de mérito, conforme reportado pelo EW.
Desdobramentos na produção
Graham King anunciou em 2019 a intenção de levar a história às telas. Em 2025, o filme enfrentou entraves legais devido a uma cláusula do acordo com a família Chandler, que exigia não mencionar certos detalhes. Refilmagens chegaram a ocorrer.
O espólio investiu no projeto, com Prince atuando como produtor executivo. Estima-se que até 15 milhões de dólares tenham sido investidos em refilmagens, segundo a Variety.
Antoine Fuqua chegou a questionar a integridade dos acusadores, sugerindo motivações financeiras. Dan Reed, diretor de Leaving Neverland, rebateu, lembrando que Robson e Safechuck não tiveram êxito judicial.
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