Colin Hay, hoje aos 71 anos, tornou-se embaixador improvável da Austrália. O líder do Men at Work respira fama com Down Under, hit dos anos 80 que ainda figura entre os maiores hinos do país. O grupo desembarca no Brasil para shows a partir desta quarta-feira.
A história do tema começa com uma fita cassete gravada por Ron Strykert, ex-integrante. Hay contou que a ideia nasceu de riffs simples e de percussão com garrafas. A frase Living in the land down under ficou girando em sua cabeça por semanas.
Ao dirigir em Los Angeles, Hay passou a cantar a linha que virou refrão. A letra foi escrita de uma vez, com o acompanhamento de acordes. O produtor Peter McIan ajudou a simplificar e aprimorar o som, tornando a faixa mais pop.
Recado incompreendido
Hay imigrou para a Austrália aos 14 anos e quis registrar o país em canções. A letra, apesar da atmosfera festiva, carrega críticas à exploração de recursos e ao impacto ambiental. A música celebra o que há de bom, sem perder a crítica.
O refrão Do you come from the land down under? nasceu de uma história real: um padeiro de Melbourne visto em Bruxelas. A canção equilibra celebração e alerta sobre desperdício e ganância.
Flautim polêmico
O riff de flauta, hoje icônico, quase não existia na versão original. McIan pediu que o baixo não iniciasse a linha, para dar destaque ao instrumento de sopro. A ideia repetiu-se em várias partes da música.
Anos depois, a banda enfrentou processo por semelhança com a canção infantil Kookaburra. O tribunal decidiu a favor de McIan e Hay, que cedeu 5% dos royalties.
Clipe low budget
O clipe foi produzido sem dinheiro, com soluções criativas. No solo de flautim, a cena na mina de areia de Cronulla foi improvisada. A postura descontraída faz parte da história de bastidores.
Apesar da distância da Austrália, Hay mantém a memória positiva do desenvolvimento da faixa. Em diálogo com a imprensa, ele ressaltou a expectativa de shows no Brasil.
Men at Work no Brasil 2026
São Paulo
Hoje (6/5) – Vibra São Paulo. Ingressos a partir de R$ 250 (meia-entrada).
Recife
Sexta (8/5) – Centro de Convenções de Pernambuco. Ingressos a partir de R$ 190 (meia-entrada).
Belo Horizonte
Domingo (10/5) – BeFly Hall. Ingressos a partir de R$ 145 (meia-entrada).
Curitiba
Terça (12/5) – Igloo Super Hall. Ingressos disponíveis na Ticketmaster.
Porto Alegre
Quarta (13/5) e quinta (14/5) – Auditório Araújo Vianna. Ingressos pela Sympla.
Rio de Janeiro
Sábado (16/5) – Qualistage. Ingressos a partir de R$ 250 (meia-entrada).
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